Escândalo nacional atinge em cheio campanha de Rafael Brito

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Educação de Alagoas entrega dados de alunos e professores a empresa condenada por fraude e proibida de disputar licitações

Um escândalo nacional, veiculado nesta terça-feira pela imprensa, acerta em cheio o início da campanha de Rafael Brito (MDB) para a prefeitura de Maceió. O site Intercept divulgou que o Governo de Alagoas entregou os dados de mais de 30 mil alunos, além de informações sobre professores, diretores e funcionários das escolas da rede estadual a uma empresa proibida de contratar com o poder público. Pior ainda, a Inca Tecnologia, é a mesma empresa favorecida com a conturbada compra de livros didáticos feita por Rafael, quando era secretário de Educação da gestão Renan Filho.

Segundo a reportagem, publicada inicialmente pelo Intercept, o Estado celebrou contrato com a Editora Verde, empresa que deveria realizar um curso preparatório para o Enem. Porém, quem administra a base de dados é a Inca, que em 2023 foi condenada pela Controladoria Geral da União por prestar informações falsas, na tentativa de vender ao Ministério da Saúde insumos relacionados à Covid-19. A Inca foi multada e proibida de contratar ou participar de concorrências públicas. O Governo de Alagoas deveria ter fiscalizado a prestação dos serviços, o que não aconteceu.

A Inca Tecnologia é uma antiga conhecida da secretaria de Educação alagoana, comandada por dois anos por Rafael Brito, onde é forte politicamente até hoje. O ex-secretário pagou a empresa R$ 50 milhões pela compra de livros didáticos, operação ainda em investigação. Rafael Brito, indicado ao posto de candidato por Renan Calheiros e Paulo Dantas, tem evitado falar sobre os problemas com a Justiça após a apuração das denúncias.