MP-AL condena Kel Ferreti e mais 7 influenciadores e pede penas que somam mais de 250 anos de prisão

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MP-AL condena Kel Ferreti e mais 7 influenciadores e pede penas que somam mais de 250 anos de prisão
Foto: Reprodução

O Ministério Público de Alagoas, por meio do Gaesf, ofereceu denúncia contra oito pessoas investigadas na Operação Trapaça, que apura a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudes estruturadas, exploração de jogos de azar on-line, lavagem de dinheiro e manipulação de rifas. Entre os denunciados está o influenciador digital Kel Ferreti. As penas somadas podem chegar a 254,7 anos de prisão.

O foco inicial da investigação foi o “Fortune Tiger”, conhecido como “jogo do tigrinho”, promovido por influenciadores em redes sociais. Segundo o MP, a organização era liderada por um ex-policial militar que ostentava uma vida de luxo, divulgava apostas, manipulava rifas e utilizava “laranjas” para ocultar bens de alto valor.

A denúncia detalha que rifas fraudulentas eram promovidas em redes sociais com sorteios supostamente combinados para beneficiar membros da quadrilha. “A falsa promessa de prêmios servia para atrair vítimas e legitimar o esquema”, afirmou o promotor Cyro Blatter, coordenador do Gaesf.

Entre os denunciados estão a esposa do suposto líder e o sócio de uma das empresas investigadas. Também foram identificados veículos de luxo registrados em nome de terceiros, mas exibidos pelos envolvidos em redes sociais. O líder da Orcrim pode pegar até 77 anos de prisão. Para os outros sete réus, o total solicitado é de 177 anos e dois meses.

A operação Trapaça foi deflagrada em dezembro do ano passado. O nome faz referência ao engano praticado contra as vítimas, iludidas com promessas de ascensão financeira rápida por meio de jogos de aposta.

O Gaesf reúne integrantes do MPAL, Secretaria da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado, polícias Civil e Militar, Secretaria de Ressocialização e Polícia Científica.

Fonte: TNH1