Hytalo Santos e marido 'estavam em rota de fuga do Brasil', afirma delegado do Deic

Influenciador paraibano denunciado em vídeo por Felca é alvo de duas ações no Ministério Público da Paraíba, em João Pessoa e Bayeux, além de uma investigação no Ministério Público do Trabalho.

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Hytalo Santos e marido 'estavam em rota de fuga do Brasil', afirma delegado do Deic
Foto: Reprodução

O delegado Fernando David de Melo Gonçalves, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), afirmou nesta sexta-feira (15) que o influenciador paraibano Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, estavam em rota de fuga do Brasil.
"A informação que tínhamos é que eles estavam em rota de fuga do Brasil. Não sabemos quais são os países que iriam, mas pode ser [que fugisse] por Foz do Iguaçu ou pelo Sul do país mesmo", disse.

A cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, faz fronteira com o Paraguai e a Argentina. Segundo o delegado, eles não estavam com passaporte, somente o RG — para acessar países do Mercosul, brasileiros não precisam de passaporte.
O casal foi preso preventivamente nesta sexta-feira (15) em uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo, suspeitos por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais.
Hytalo é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais. O caso ganhou repercussão após denúncias do youtuber Felca sobre casos de "adultização" de crianças e adolescentes.
Segundo o delegado, foram apreendidos quatro celulares com Hytalo, outros quatro aparelhos com Israel e um veículo do modelo Land Rover com registro da Paraíba.
"O carro é da Paraíba, eles vieram dirigindo e chegaram ontem [quinta] em Carapicuíba."
A rota de Bayeux, cidade onde o influenciador tem casa, até Carapicuíba, na Grande São Paulo, tem mais de 2,8 mil quilômetros. A viagem tem duração de cerca de 40 horas.
Segundo o delegado, oito pessoas, entre homens e mulheres, estavam na casa na Grande São Paulo. Todos foram liberados porque não eram procurados pela Justiça.


FONTE: G1