CNH sem autoescola: representantes da área de trânsito em AL questionam dados do Governo Federal, falam em retrocesso e sugerem alternativas

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Foto: Reprodução

O projeto desenvolvido pelo Ministério dos Transportes (MT), prevendo a suspensão da obrigatoriedade de frequentar autoescolas para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio), vem causando polêmica e dividindo opiniões em todo o país há alguns dias, desde que foi anunciado pelo ministro Renan Filho.

O MT alega que a proposta é inspirada em práticas adotadas em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai, onde os modelos de formação são mais flexíveis e centrados na autonomia do cidadão. Defende, ainda, que a mudança tornará o processo de obtenção da CNH mais acessível e menos burocrático, podendo reduzir seus altos custos (em torno de R$ 3 mil) em até 80%.

Paralelamente, um estudo da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), órgão ligado ao MT, aponta que a correlação entre a exigência de aulas práticas de direção e a letalidade dos acidentes é estatisticamente zero. 

Por outro lado, especialistas e representantes da área de trânsito alertam para os riscos envolvendo a possível mudança, que vão desde o aumento no número de acidentes até o fechamento de autoescolas em todo o país, questionam os dados do MT e, por fim, apontam alternativas para reduzir custos para obtenção da CNH.

Fonte: Cada Minuto