08/07/2021 às 09h21min - Atualizada em 08/07/2021 às 12h50min

Moradores de bairros afetados por rachaduras bloqueiam a Avenida Fernandes Lima, em Maceió

Eles cobram agilidade nas ações de indenização da Braskem, responsável pela extração de sal-gema que provocou o problema. Empresa diz que ações vêm sendo constantemente aperfeiçoadas para atender a população

- Michelle Farias
G1 AL
Protesto bloqueou a Avenida Fernandes Lima, em Maceió, nos dois sentidos — Foto: Douglas Lopes/TV Gazeta
Moradores dos bairros atingidos por rachaduras e afundamento do solo protestaram nesta quinta-feira (8) em frente ao prédio do Ministério Público Estadual, na Avenida Fernandes Lima, em Maceió, para cobrar agilidade nas ações de indenização da Braskem, empresa responsável pela extração de sal-gema que provocou o problema no Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.
  O trânsito na avenida foi bloqueado nos dois sentidos por volta de 9h. Ao meio-dia, a interdição continuava. Os manifestantes dizem que só devem encerrar o ato após o resultado de uma reunião com promotores e procuradores que começou nesta manhã para discutir o assunto.

"Nosso protesto é para exigir critérios justos e agilidade nos pagamentos das indenizações. O MP é um dos signatários do acordo que fizeram com a Braskem, então estamos aqui na frente protestando", disse Melina Vasconcelos.

Por meio de nota à imprensa, a Braskem disse que "apresentou resposta formal à manifestação do MUVB no prazo solicitado, por meio de ofício que também foi endereçado ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual" e que o cumprimento do acordo "é monitorado de perto pelas autoridades signatárias e o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação vem sendo constantemente aperfeiçoado, a partir do processo de escuta à população" (leia na íntegra ao final do texto).

A Polícia Militar e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) enviaram equipes ao local para acompanhar o ato.

Em junho, os moradores protestaram em frente ao prédio do Ministério Público Federal, no Barro Duro.

A manifestação foi organizada pelo Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) em parceria com a Associação dos Empreendedores no Pinheiro e Região Afetada, que reúne comerciantes e moradores dos bairros Pinheiro, Bom Parto, Bebedouro, Mutange e uma parte do Farol.

Milhares de famílias já desocuparam seus imóveis e estabelecimentos comerciais por causa dos riscos de desabamento. Mas muitos moradores ainda continuam nas regiões afetadas pela extração de sal-gema por não terem para onde ir. Já outros, temem por falta de segurança e vandalismo nas casas que ficavam vazias.

NOTA BRASKEM

A Braskem apresentou resposta formal à manifestação do MUVB no prazo solicitado, por meio de ofício que também foi endereçado ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual.

O cumprimento do Termo de Acordo é monitorado de perto pelas autoridades signatárias e o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação vem sendo constantemente aperfeiçoado, a partir do processo de escuta à população. Nesta evolução, dois aditivos e 24 resoluções foram firmados entre as partes, para regulamentar e aprimorar aspectos específicos do programa.


Como resultado dessa escuta ativa à comunidade e do aprimoramento constante, o programa registra hoje 7.519 propostas de indenização apresentadas e apenas 26 recusadas. A média de apresentação de propostas é de 630 por mês.

A empresa respeita o direito de manifestação pacífica e reitera seu compromisso com a segurança dos moradores dos bairros afetados pelo fenômeno geológico, propondo e executando as ações necessárias para isso.

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