09/07/2021 às 16h13min - Atualizada em 10/07/2021 às 16h38min

Alagoas é alvo de operação da Polícia Federal

TNH1
Ministério da Justiça

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (09), a Operação Asclépio, com a finalidade de desarticular uma associação criminosa formada por cinco pessoas, sendo quatro delas membros de uma mesma família. Eles realizavam ocultação de bens decorrentes da prática dos crimes de Evasão de Divisas e Operação de Câmbio não autorizada.

A operação deu cumprimento a seis mandados judiciais de busca e apreensão e a dois de prisão preventiva. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda/MT, Penedo/AL e Teixeira de Freitas/BA. Também foi determinado sequestro de bens dos investigados.

 

A investigação se iniciou após os genitores de referida família serem presos em flagrante tentando adentrar em território boliviano, pela fronteira entre as cidades de Corumbá/MS e Puerto Quijarro/Bolívia, transportando R$ 20.500. Durante a elaboração do flagrante, o filho do casal pediu para seu amigo retirar certa quantia localizada em uma residência na cidade de Corumbá/MS, momento em que este foi surpreendido na posse de grande volume em espécie. Foram apreendidos um total de R$ 150 mil. Dois dos alvos, que eram amigos, cursavam medicina na cidade boliviana de Puerto Quijarro, aproveitando-se do trânsito diário na fronteira Brasil/Bolívia, para praticarem crimes contra o Sistema Financeiro.

Durante as investigações foram verificadas movimentações financeiras atípicas, totalmente diversas das atividades supostamente exercidas pelos investigados. Ao todo os criminosos movimentaram R$ 26,8 milhões, entre 1/1/2017 e 30/9/2018.

O nome da Operação Asclépio vem do nome atribuído ao deus grego da medicina. Os mitos do paganismo greco-romano personificam Asclépio como um médico ou curandeiro, o qual sempre portava um bastão com uma serpente enrolada. O bastão de Asclépio tornou-se símbolo da medicina contemporânea e tem sido ostentado, inclusive, pelos principais investigados nesta operação policial, dado que, à época dos fatos, estudavam medicina no país boliviano.


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